Jung define esse termo na importante obra “tipos psicológicos”, 1921. Jung adaptou esse termo da psicanálise e tomou da psicologia em geral. Seja como for, o termo “persona” é propriedade intelectual do próprio Jung.
Hoje esse termo está aceito no vocabulário da própria psicologia e do senso comum contemporâneo. Siginfica pessoa tal como apresentada, não a pessoa como real.
Jung estava interessado em entender como as pessoas desempenham determinados papéis, adotando atitudes convencionais, coletivas e representando estereótipos culturais, ao invés de viverem sua própria unicidade. Parece algo muito familiar não? Pois de fato, é um traço humano bem conhecido, uma espécie de imitação.
Jung então vai demonstrando que o ser humano normal é uma versão menos exagerada do que se verifica na patologia de “traços de divisão de caráter” ou pluralidade de personalidade (comum na vida cotidiana). Ex: quando falamos que um indivíduo “é um anjo na rua e um carrasco em casa”.
Jung ainda afirma que as pessoas são sensíveis a tantas expectativas de outras pessoas. Na escola, na casa, na família, os indivíduos requerem atitudes específicas. A persona está sempre se relacionando e adaptando ao mundo dos objetos.
Somos de fato, dependentes da persona para a nossa inteira identidade e até mesmo para o senso de realidade, no entanto, nem sempre ela estabelece uma relação simples com o ego - o ego é um complexo, portanto está mergulhado no self e movimenta-se no sentido da individuação/separação; por outro lado, uma parte do ego é onde a persona ganha raiz na direção de adaptação ao meio - temos daí dois movimentos opostos: uma parte do ego, querendo ser independente e autônomo, e outra parte desejando se adaptar ao meio (sobre o ego e consciência farei outro post). Para melhor compreensão, sigo com um exemplo na pergunta: como uma pessoa poder ser livre, autêntico, individual, e ao mesmo tempo, ser aceito socialmente?
Uma persona saudável e criativa possui amplitude para a adaptação ao meio, e ao mesmo tempo pode ser autêntica e plausível, identificando-se com a persona na medida em que ela é uma verdadeira expressão da personalidade. Uma armadilha é quando uma pessoa preocupa- se excessivamente na adaptação ao meio social e então acredita que essa imagem é tudo que conta para a formação da sua personalidade; ou ainda fazer de forma ao contrário (retrair-se exclusivamente ao mundo interior), tornado-se cega e sem qualquer afinidade com outras.
Gosto muito desse site de fotografia: http://www.thecobrasnake.com, nele o fotógrafo californiano Mark Hunter, tira fotos bizarras de pessoas em um contexto em que se atua, quase que exclusivamente, personas (são geralmente em festas hypes sociais de todo o mundo).
Além de gostar da maneira como o party fotógrafo capta as experiências humanas, também retiro do site, inspirações de “looks” (o jeito de se vestir também faz parte da persona)
Algumas fotos do site:






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