quinta-feira, 26 de maio de 2011

SUPERFÍCE- AULINHA EGO-CONSCIÊNCIA


O EGO

Jung em um dos seus últimos livros:  Aion-Estudos Sobre o Simbolismo do Si-Mesmo, define “ego” como um complexo (fator complexo) com o qual todos os conteúdos conscientes se relacionam. Nesse caso, o ego refere-se a tudo aquilo que a pessoa experiência como o centro da vontade, do desejo, ação e reflexão. Para Jung, ego é o centro da consciência. Dando continuidade aos seus estudos, Jung define:

CONSCIÊNCIA= AQUILO QUE CONHECEMOS
INCONSCIÊNCIA= TUDO AQUILO QUE IGNORAMOS

Mas...

Jung foi além, em outras obras, postulou que alguns conteúdos são refletidos pelo ego e mantidos na consciência e outros se situam fora da consciência por qualquer razão ou duração (inconscientes).
Freqüentemente, Jung refere-se a ego como complexo. Nessa última obra (Aion), Jung afirmou que consciência é um pouco mais amplo que o ego.

Então...


                                                                                            

O ego está situado na consciência. A consciência é o entendimento das coisas exteriores, entretanto, animais também podem estar conscientes, uma vez que podem observar e reagir aos estímulos exteriores, mas no seres humanos, a articulação ego-consciência muda muito.

O ego é o ponto focal e crítico da consciência, pois funciona como um “guardinha” que tanto pode reter conteúdos da consciência, quanto pode eliminar e reprimi-los. Ele então focaliza a consciência humana e confere à sua determinação vital e direcional. Ele escolhe, manipula e interage até mesmo com as emoções e desejos. Exemplos: posso assistir a um filme e ser tomado a fazer uma escolha difícil, ou responder a um estímulo com uma arma de fogo, etc...

O ego também nos da à essência do “eu”, da nossa identidade. Quando uma criança se reconhece, ou seja, é capaz de dizer “eu”, ela coloca-se de forma consciente no mundo, entretanto, o processo de conhecê-lo é gradual, começa na infância e vai até a idade adulta (haja vista as dificuldades encontradas na adolescência, na difícil tarefa de saber quem ele é, de fato).

Esse exercício de reflexão é pré e pós lingüístico, no entanto, repararem em um detalhe- o ego está baseado no corpo, no sentido que experimenta, mas o corpo que o ego experimenta é psíquico. É a imagem do corpo e não o próprio corpo. Portanto, para Jung, o ego é um fator psíquico!

Paremos por aqui hoje... já que entramos no mundo psíquico, entramos então na psique e na grande roda viva proposta por Jung – a noção de self.

Um comentário:

  1. gostei....confesso q tive de ler...reler....parar....rs... hey! imaginando se está conseguindo descansar....

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